domingo, 22 de setembro de 2013

Juventude: A utopia da onipotência



A adolescência é uma fase extremamente difícil da vida. Talvez a mais difícil. Temos que nos comportar como adultos sem dispor de cacife para isso. Temos que ser fortes e independentes quando ainda nos sentimos inseguros e sem autonomia de voo. Temos que mostrar autoconfiança sexual, mesmo sendo totalmente inexperientes. Temos que formar um juízo a nosso respeito - se possível positivo -, mas nos falta a vivência para aprofundar o autoconhecimento. Enfim, temos que ser ousados e corajosos, embora a cada passo surja o medo para nos inibir.

O que fazer? Frente a tantas incertezas, acabamos seguindo os modelos sugeridos pela própria cultura. Passamos a imitar nossos heróis, travestindo-nos de super-homens e de mulheres-maravilhas. Assim, encobrimos nossas dúvidas e inseguranças. Elas que sejam reprimidas e enviadas para o porão do inconsciente. Nós seremos os fortes e destemidos, para nós nada de errado ou ruim irá acontecer. Construímos uma imagem de perfeição, de criaturas especiais, particularmente abençoadas pelos deuses. Resultado: sentimo-nos onipotentes e, a partir daí, não há coisa no mundo que possa nos aterrorizar, uma vez que estamos revestidos de proteções extraordinárias.

Este estado de graça irá perdurar por um tempo variável. É um período bastante complicado para as pessoas que convivem com o jovem, pois ele sabe tudo, faz tudo melhor, acha todo o mundo alienado e burro. Só ele é competente e sábio. No entanto, para o próprio jovem, a fase parece muito positiva. Ele, finalmente, se sente bem, forte, seguro e não tem medo de experimentar situações novas. Pode montar o cavalo mais selvagem com a certeza absoluta de que não cairá em hipótese alguma. Mais tarde, quando não for mais tão ousado e confiante, se lembrará dessa época da vida como a mais feliz. Afinal de contas, a sensação de euforia é sempre inesquecível.

Na verdade, ninguém teria nada contra a onipotência, se ela correspondesse à realidade. Porém, não é isso que os fatos nos ensinam. Sabemos que, entre os jovens, são exatamente os mais confiantes aqueles que se envolvem em todo tipo de acidentes graves, quando não fatais. São estes jovens que dirigem seus carros na estrada, durante a madrugada, com o pé na tábua. Não sentem medo porque é óbvio que os pneus não irão estourar e é lógico que não irão adormecer ao volante. São estes jovens que saem de uma festa e, alcoolizados, vão a toda a velocidade para a praia. Sua imortalidade só é desmentida por um acidente fatal. Aliás, para ser sincero, parece incrível que não ocorra um maior número de acidentes.

Alguns jovens, onipotentes e filhos diletos dos deuses, andam de motocicleta sem capacete. Desafiam a chuva e o asfalto molhado, depois de usarem tóxicos ou ingerir álcool. Fazem curvas super perigosas. Não se intimidam porque para eles nada de mal irá acontecer. E morrem ou ficam paralíticos, interrompendo vidas que poderiam ser ricas e fascinantes. Estes mesmos jovens utilizam drogas em doses elevadas porque se julgam imunes aos riscos da overdose e suas graves consequências. Chegam a compartilhar seringas, ao injetar tóxicos na veia, pois é claro que não terão AIDS. E, pela mesma razão, continuam a ter relações sexuais com parceiros desconhecidos, sem sequer tomar o cuidado de usar camisinha.

Aqueles que não morrem ou não ficam gravemente doentes, um dia acordam desse sonho em que flutuavam em estado de graça. Acordam porque lhes aconteceu algo: aquele acidente considerado impossível. Caíram do cavalo. Eles também são mortais! Então, tomam consciência de toda a insegurança e de toda a fragilidade que os levaram a construir a falsa armadura da onipotência. Ao se tornarem criaturas normais, sentem-se fracos. Antes era muito melhor. Sim, mas era tudo mentira. Agora, o mundo perdeu as cores vibrantes da fantasia. Vestiu os meios-tons da realidade. Eles não conseguiram domar o cavalo selvagem e foram derrubados no chão. Terão de aprender a cair e se levantar. Terão de aprender a respeitar mais os cavalos! Terão de saber que todas as doenças, todos os acidentes, todas as faltas de sorte poderão persegui-los. E - o que é mais importante - terão de enfrentar com serenidade a plena consciência de que são vulneráveis. Este é um dos ingredientes da maturidade: ter serenidade na viagem da vida, mesmo sabendo que tudo pode nos acontecer.

Flávio Gikovate
Postagem: José Evânio.
Imagem:
http://www.arquidiocesebh.org.br/site/noticias.php?id_noticia=3599



ATIVIDADE - INTERPRETAÇÃO DE TEXTO/PRODUÇÃO TEXTUAL

1- No 1° parágrafo, é empregada a1ª pessoa do plural como “Temos que nos comportar como adultos” . A quem o autor se refere, ao empregar a 1ª pessoa?

2 - O 1° parágrafo passa a ideia que cada um de nós tem que se comportar como adulto. Por que esse comportamento é exigido socialmente?

3 - Releia o 2°  e 3° parágrafos:
a) Que relação o autor estabelece entre o sentimento de onipotência dos jovens e os modelos culturais?
b) Como é para a família conviver com essa realidade?

4 - Leia o 4° parágrafo:
a) A onipotência é positiva ou negativa? Por que?
b) Qual sua opinião sobre alguém que acha que pode tudo?

5 - Na afirmação "Alguns jovens, onipotentes e filhos dos deuses" o autor faz uso da ironia.Que efeito de sentido causa no texto?

6 - No último parágrafo o autor compara a vida a uma viagem,
a) É fácil para o viajante abandonar o "estado de graça"? Por que?
b) De acordo com o texto, qual é o requisito para fazer a "viagem da vida" de modo tranquilo?

7 - O texto tem como finalidade principal:
a) Orientar os pais sobre como envelhecer e como lidar com os filhos.
b) Explicar o que ocorre psicologicamente com os jovens adolescentes.
c) Informar cientificamente o que ocorre com os adolescentes.
d) Instruir pais e filhos sobre como devem agir nesse período da adolescência.

8 - O autor do texto considera difícil a fase de iniciação à vida adulta.
a) Qual a sua opinião sobre o assunto? Ser adolescente é difícil? Por que?
b) Na sua opinião, é possível fugir a pressão da sociedade quanto aos padrões de comportamento desejados? Como?

9 - Você se sente onipotente? Em quais momentos?

10 - Você conhece alguém vítima de sua própria onipotência? Conte como foi e as consequências desse fato.

11 - Na sua opinião, de que forma o jovem pode combater a sedução da onipotência?

12 - O texto dá dois exemplos de consequências desastrosas, para o jovem, quais são esses exemplos?

13 - Você já passou por alguma situação de perigo? Conte em algumas linhas.

14 - Faça uma texto com o tema "Os Problemas do Trânsito"
20 linhas (para destacar e entregar)  



 





terça-feira, 6 de agosto de 2013

TRABALHANDO COM CHARGE




Exercícios:

01) Você concorda com o comportamento e com o diagnóstico do    terapeuta? Por quê?

02) Que título você daria à charge?

03) Das redes sociais mencionadas pelo homem deitado no divã quais você usa? Em que elas são úteis?

04) Quais são os prós e os contras, vantagens e desvantagens de se fazer parte das redes sociais?

05) Em que consiste o humor da charge?

06) Que associação é possível fazer com o fato de o homem não participar das redes sociais citadas e a imagem apresentada?

07) Qual seria um possível motivo de o paciente não participar de nenhuma rede social?

08) Na charge há alguma cena discriminatória? Qual? Justifique sua resposta:

09) Apesar de a língua utilizada ser a portuguesa, o fato criticado poderia referir-se a situação de outros países? Justifique sua resposta:

10) Crie uma charge com uma temática escolhia por você.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Que história é essa?



Ouvir, falar, ler e escrever. Estas quatro habilidades estão a serviço do processo da comunicação. Devem ser trabalhadas desde a mais tenra idade, de forma que uma não se sobreponha a outra.
Buscando o desenvolvimento da modalidade oral da língua, a professora de português Elizângela Rodrigues, propôs o trabalho “Que história é essa?”. A principio os alunos dos 1º anos A, B, C, D e G puderam ler qualquer livro de sua preferência. Na data prevista cada um falou de seu livro. O resultado foi um momento rico, de troca de conhecimentos, favorecimento da desinibição verbal, da dicção, do falar em público, da escolha cuidadosa de vocabulário, da superação dos vícios de linguagens, além de estimular a leitura por meio do fascínio que as narrativas contadas oferecem.


segunda-feira, 10 de junho de 2013

ADJETIVOS

E.E.F.M.  ARSÊNIO FERREIRA MAIA
DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA
EXERCÍCIO DE REVISÃO: ADJETIVO, ARTIGO E NUMERAL
QUESTÕES SOBRE ADJETIVOS
1. No trecho “os jovens estão mais ágeis que seus pais”, temos:

a) um superlativo relativo de superioridade;
b) um comparativo de superioridade;
c) um superlativo absoluto;
d) um comparativo de igualdade.
e) um superlativo analítico de ágil.

2.Os jogadores eram  latino-americanos. Seus olhos e cabelos eram castanho-claros e brilhantes. Usavam uniformes verde-limão e sandálias azul-piscinas, um traje bizarro. De acordo com a seqüência dos adjetivos compostos presentes nesse texto, um está flexionado de forma incorreta. Qual?
    a) O primeiro.         b) O segundo.           c) O terceiro.             d) O último.

3. Assinale a única alternativa em que não há adjetivo ou locução adjetiva.
a) “A vida é combate,/ Que aos fracos abate,/Que os fortes, os bravos,/ Só pode exaltar.” (Gonçalves Dias)
b) “Alguns dias dava-lhe gana de satisfazer o apetite, devorando lascas de pirarucu assado, com farinha d’água e lata  de marmelada,..” (Inglês de Sousa)
c) Para os índios, o ingresso na vida adulta é sinônimo de mudanças mais radicais. Eles precisam ter coragem e  sangue-frio para cumprir os rituais de passagem.
d) Para os brancos, penugens no rosto e menstruação representam “os rituais” de que necessitam para a chamada vida de adulto.

4. Qual das frases abaixo apresenta locução adjetiva?
a) Foi importante a construção da ponte.    
b) Já comeste queijo de Minas?
c) A casa fora povoada de malandros.       
d) Chegou rápido a resposta ao jornalista.

5. Assinalar a alternativa em que a flexão de número dos adjetivos e substantivos compostos esteja incorreta.
a) As calças azuis-marinho dos guarda-civis já estão rasgadas.
b) Os ternos verde-mar dos redatores-chefes causam boa impressão aos recém-contratados.
c) As borboletas cor-de-laranja são verdadeiras obras-primas do Criador.
d) Trabalhar nos navios-fábrica ítalo-franco-germânicos era um desafio para as equipes médico-cirúrgicas.

6.Assinalar a alternativa em que todas as palavras fazem o plural da mesma forma do termo grifado no trecho a seguir: “Portanto, repito, esse lamentável episódio...”
a) intelectual, verossímil, terrível;                    
b) gradual, terrível, intelectual;
c) impensável, inverossímil, indiscutível                                          
d) indiscutível, jornal, atual.

7.O item em que temos um adjetivo em grau superlativo absoluto é:
a) Está chovendo bastante;         
b) Sou o funcionário mais dedicado da repartição     
c) Ele é um bom funcionário;      
d) João Brandão foi tremendamente inocente.             
e) João Brandão é mais dedicado que o vigia.

8. O termo em destaque á um adjetivo desempenhando a função de um nome em:
a) “O coitado está se queixando dela com toda razão.       
b) “É uma palavra assustadora.”
c) “Num loguinho aceita-se até o cheque frio”                      
d) Entre ter um caso e uma casinha há diferença.

 9. Os superlativos sintéticos eruditos de negro, veloz e bom são, respectivamente:
a) negríssimo, velocíssimo, ótimo.              
b) nigérrimo, velocíssimo, ótimo.   
c) nigérrimo, velocíssimo, boníssimo.     
d) negríssimo, velocíssimo, boníssimo,          
e) Nenhuma das alternativas anteriores,

QUESTÕES SOBRE ARTIGOS E NUMERAIS

1. No texto seguinte selecione os artigos:
  “Tire um sono  na rede
   Deixe a porta encostada
   Que o vento da madrugada
   Só me leva pra você.
   E antes de acontecerer
   Do sol a barra vir quebrar
   Estarei nos teus braços
   Pra nunca mais voar”      (Luis Gonzaga)

 2. Nos textos seguintes, aponte os artigos que estão sendo usados para substantivar palavras que  primitivamente não eram substantivos.
a)“Quando a gente tá contente
 Tanto faz o quente, tanto faz o frio
 Que eu me esqueça do meu compromisso
 Com isso e aquilo que acontece  dez  minutos atrás.
 Dez minutos atrás de uma ideia  já deu pra
 Uma teia de aranha crescer
 Sua  vida  na cadeia do pensamento”                    ( Gilbertto Gil)

 b)”O quereres e o estares sempre a fim
    Do que em mim é de mim tãodesigual
    Faz-me  querer-te bem, querer-te mal
    Bem a ti,  mal ao quereres assim
    Infinitamente  pessoal
    E eu querendo querer-te sem ter fim
    E, querendo, aprender o total
    Do querer que há e do que não há em mim”  (Caetano Veloso)


3.Assinale a alternativa em que o uso do artigo está substantivando uma palavra.
a) A liberdade vai marcar a poesia social de Castro Alves.
b) Leitor perspicaz  é  aquele que consegue ler as entrelinhas.
c) A navalha ia e vinha no couro esticado.
d) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de Joana.
e) Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada.

4.Cardinais ou ordinais? Escreva por extenso.
a) Luis XVI   _____________                      b) Henrique VIII __________________    
c) Dom João VI _________________      d) capítulo II _____________        
e) João XXIII  ____________________    f) Pio XII  _____________________

5.Aponte a alternativa em que os  numerais estão bem empregados.
a) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro.                     
b) Após o parágrafo nono virá o parágrafo décimo.
c) Depois do capítulo sexto, li o capitulo décimo primeiro.           
d)Antes do artigo dez vem o artigo nono.
e) O artigo vigésimo  segundo foi revogado.

6. Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90 são, respectivamente:
 a) octagésimo, trecentésimo, septingentésirno, nongentésimo
 b) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo, nonagésimo
 c) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo, nonagésimo
 d) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, nongentésimo

7.Assinale a alternativa em que há erro:
a) O anúncio foi publicado em O Estado São Paulo.        
b) Está na hora de os trabalhadores saírem.
c) Todas as pessoas receberam a notícia.                          
d) Não conhecia nenhum episódio dos Lusíadas.
e)Avisei a Simone de que não haveria a reunião.

8. Responda que numeral multiplicativo deve ficar no lugar do _____.
a. Vinte e um é o ________de sete.      
b. O ______ de cinco é vinte.    
c. O_______  de vinte é cem.

9. Identifique se o termo destacado é numeral ou artigo indefinido.
a. Você só tem uma vida. Cuide bem dela.                                             
b. Ele não fala uma palavra de chinês!
c. Aqueles invasores podem representar uma ameaça para os índios.
d. A decomposição desse material pode demorar um século.

10. Alguns substantivos ou adjetivos podem ser empregados para indicar quantidades numéricas. Identifique essas palavras em cada texto e escreva  seu significado.
a. Após uma década de perseguição, Maomé e seus seguidores migraram para Medina, a cerca de 300 quilômetros de Meca. O profeta veio a governar  a cidade e, vários anos depois, ele e um pequeno exército de fiéis  retornaram a Meca. (National Geographic)
b. Há pouco mais de um século, os imigrantes trouxeram agitação para a  cidade de São Paulo. Sua grande riqueza é a sua diversidade cultural, constituída de mais de 70 grupos étnicos e nacionais. (Folha de S. Paulo)
c. Numa vaquejada que houve na fazenda vieram todos os vaqueiros  daquelas bandas. Meu pai matou meia dúzia de vacas e abriu pipas de vinho branco para quem quisesse beber. Nunca se tinha dado festa igual.(Graciliano Ramos)
d. A educação indígena diferenciada e bilíngue no Acre ainda tem um longo  caminho a percorrer. A maior parte dos professores só leciona do 1º ao 5º  ano, mas já há um grupo ensinando do 6º ao 9º ano.(O Estado de S. Paulo)          
e. Durante o Festival Toonik Tyme, os inuits, habitantes do ártico canadense, revivem seus costumes milenares.

                                                                   BOM TRABALHO!!!